terça-feira, 3 de maio de 2011

ESTÓRIA ORIENTAL

“-Por que tudo que você diz me parece familiar? - perguntou o discípulo ao seu mestre - Já ouvi isso antes em vários lugares, mas ao mesmo tempo, soa-me cheio de revelações maravilhosas.

- Está é a qualidade da verdade, ela não é velha nem nova, é ambos - respondeu o mestre. - A verdade é eterna. Você já a ouviu milhares de vezes, embora possa não ter compreendido antes.

Você está ouvindo agora, como ouviu no tempo de Buda, de Jesus, de Krishna, nas outras vezes em que você também esteve aqui. Agora a compreende e é por isso que está aqui novamente.

Quando você entender a verdade, você desaparece. A compreensão é a morte, a morte da fantasia e da ilusão. A verdade lhe parece familiar porque é familiar e, no entanto, revela novas dimensões porque você está acordando para um novo entendimento. Muitas vezes ouvimos as palavras e não as entendemos.

A transformação é uma função da verdade. Jesus disse : “A verdade vos libertará.” No momento em que você compreende você está libertado.

Você deve ouvir, mas não comparar, porque comparando você está puxando pela memória e pelo seu sentimento do que é familiar e aí você se distrai. Então, olhe diretamente e sem comparar com nada do que você ouviu antes, senão você achará que não há nada de novo para compreender. A comparação obstrói, ela impede o desabrochar de novas flores. Se você me ouvir totalmente por um instante, é suficiente; você acordará. E um momento é bastante porque é aí que se abre a porta para a eternidade.”




contada por
Ana Maria Costa Ribeiro

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